sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Tipos de intertextualidade
A intertextualidade é uma espécie de conversa entre textos; esta interação pode aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em uma camada subentendida, nos mais diferentes gêneros textuais. Para compreender a presença deste mecanismo em um texto, é necessário que a pessoa detenha uma experiência de mundo e um nível cultural significativos.
  • A intertextualidade é uma espécie de conversa entre textos; esta interação pode aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em uma camada subentendida, nos mais diferentes gêneros textuais. Para compreender a presença deste mecanismo em um texto, é necessário que a pessoa detenha uma experiência de mundo e um nível cultural significativos.
Paráfrase
  • Paráfrase é a réplica de um escrito alheio, posicionado em um uma obra com as palavras de seu autor. Este deve, portanto, esclarecer que o trecho reproduzido não é de sua autoria, citando a fonte bibliográfica pesquisada, a fim de não cometer plágio.
Exemplos:
Américo Barbosa, na Folha de São Paulo
Observe que nas letras a e b houve conservação do sentido do texto, ou seja, sua semântica foi mantida. Agora, na letra c, não é a mente de deus que acessa ... o texto diz que ela é acessada por qualquer um.
  • Observe que nas letras a e b houve conservação do sentido do texto, ou seja, sua semântica foi mantida. Agora, na letra c, não é a mente de deus que acessa ... o texto diz que ela é acessada por qualquer um.
Pastiche
  • Pastiche é a imitação rude de outros criadores – escritores, pintores, entre outros – com intenção pejorativa, ou uma modalidade de colagens e montagens de vários textos ou gêneros, compondo uma espécie de colcha de retalhos textual.
Exemplos:
  • Oração do Bebum  Whisky e Vodka, que estão no bar  Alcoolatrado seja o nosso fígado . Venha a nós o copo cheio  nunca apenas pelo meio.  Seja feita a nossa cachaçada  Assim no buteco como na calçada O mé nosso de cada dia nos dai hoje.  Perdoai as nossas bebedeiras  Assim como nós perdoamos A quem não tenha bebido.  Não nos deixai cair na Coca Diet E livrai-nos da água gasosa, Barmem
Epígrafe
  • Citação de pequena extensão ou fragmento de texto, colocada no início de um capítulo ou em página única de trabalhos acadêmicos, livros, que não se mistura com o texto produzido, mantendo com este, pensamento relacionado ao conteúdo da obra. Acompanhado da indicação de autoria
Exemplos:
  • “Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”.
(Renato Russo, 1989)
Alusão
  • É um tipo de intertexto que faz referência, de modo explícito ou implícito, a uma obra de arte, a um fato histórico ou a uma celebridade, para servir de termo de comparação e que apela à capacidade de associação de ideias do leitor que ativa seu conhecimento prévio, sem o qual o sentido não pode ser alcançado.
Exemplos:
  • Esse computador, sem dúvida, é um “presente de grego”.



A expressão presente de grego só faz sentido para quem conhece a história da Guerra de Troia. Presente de grego significa presente ou oferta que traz prejuízo.
“A grande arte é como labor de joalheiro. Ou bem de estatuário: tudo quanto é belo, tudo quanto é vário, canta no martelo”.
  • “A grande arte é como labor de joalheiro. Ou bem de estatuário: tudo quanto é belo, tudo quanto é vário, canta no martelo”.
(M. Bandeira)
As expressões “labor de joalheiro”, “é belo”, “canta no martelo” aludem ao poema Profissão de fé de Olavo Bilac, com a finalidade de criticar os autores parnasianos.
Paródia
  • Modernamente, Sant’Anna (2003 p. 12) define a paródia como um jogo intertextual, mantido por uma relação antagônica com o texto original. O redator desconstrói e desvirtua o pensamento do autor, sem, contudo, perder a identidade do texto fonte. Tem por objetivo satirizar, contestar ou ridicularizar fatos sócio históricos que ocorrem cotidianamente.

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